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Fundação

O Museu tem origem na importante coleção bordaliana reunida por Arthur Ernesto Santa Cruz Magalhães (1864-1928). Além de colecionador, Cruz Magalhães foi poeta, panfletário, crítico e humorista, e um admirador incondicional da obra de Rafael Bordalo, tendo fundado um museu em homenagem ao artista, que dirigiu até à morte. Data de 1913 a encomenda do projeto para a moradia do Campo Grande ao arquiteto Álvaro Augusto Machado (1874-1944), onde virá a ser instalada a coleção.

O Museu abre ao público em 1916, ainda confinado ao primeiro andar, mas, em 1922, sofrera já as remodelações que o dotariam de novas salas expositivas. Nesta data era significativo o número de atividades de divulgação da obra do artista, entre exposições temáticas, conferências, a criação do Grupo de Amigos Defensores do Museu.

Doação à Câmara Municipal de Lisboa

Desde a criação do museu que o fundador acalentava a ideia de legar a sua coleção e o museu ao Município de Lisboa, o que viria a concretizar-se em 1924.
Após obras de qualificação, o museu reabre em 1926, já na posse da Câmara Municipal de Lisboa, remodelado e ampliado ao rés-do-chão, oferecendo agora ao público, além da obra gráfica de Rafael Bordalo e do seu filho Manuel Gustavo, uma importante coleção de cerâmica e uma biblioteca especializada. Entretanto, vão suceder-se novas incorporações, fruto de aquisições e doações de obras até então na posse de familiares de Bordalo Pinheiro e de colecionadores particulares.

A morte de Cruz Magalhães, em 1928, deixa a Julieta Ferrão a direção do Museu e ao Grupo de Amigos Defensores o papel de promoção da obra bordaliana. Em 1942, o Museu é integrado no Serviço de Museus do Município, então criado, e, em 1962, passa a ser gerido em conjunto com o Museu da Cidade e o Museu Antoniano.
Em 1992, a construção de um novo edifício, na zona posterior ao museu, constituiu uma tentativa de colmatar os problemas de exiguidade de espaço da moradia original e de o dotar de uma Galeria de Exposições Temporárias. O museu sofre graves problemas estruturais, em 1999, devido à edificação de um imóvel em terrenos contíguos, tendo que encerrar para obras de consolidação.
Reabre ao público em 2005, após uma requalificação profunda de todo o conjunto e área envolvente, assumindo um novo programa museológico baseado na atualização da investigação realizada. Os suportes expositivos foram concebidos de forma a permitir a rotatividade da coleção habilitando, assim, a renovação cíclica da exposição permanente e, simultaneamente, a divulgação deste vasto acervo ao público.

Em 2016, no ano em que celebrou 100 anos, o Museu Bordalo Pinheiro transitou novamente de tutela, da Câmara Municipal de Lisboa para a EGEAC – Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural. No âmbito desta passagem, destaca-se uma oferta significativamente ampliada ao nível da programação e a abertura da Sala da Paródia, dedicada a exposições de curta duração e a outras actividades.

Coleções

O Museu Bordalo Pinheiro reúne uma Biblioteca e uma Coleção notáveis em torno da obra artística de Rafael Bordalo Pinheiro e do seu filho, Manuel Gustavo, sendo de destacar as seguintes tipologias: Desenho, Gravura, Pintura, Cerâmica, Azulejaria, Equipamentos e utensílios, Fotografia e Documentação.

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