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O fundador

Colecionador, poeta, panfletário, crítico e humorista, Artur Ernesto de Santa Cruz Magalhães (1864-1928) participou ativamente nos movimentos e círculos intelectuais da sua época, frequentados por poetas, humoristas, pintores e políticos. Foi autor de obras de cariz diverso, da literatura à poesia e à crítica. Casado duas vezes, sem descendência, dedicou a vida a causas políticas, sociais, culturais e filantrópicas, sendo olhado como um excêntrico. Sentimental em relação a aspetos simples da vida, tinha especial afeição aos animais, de que é exemplo a dedicação ao seu «fiel amigo Hermínio», um cão de raça Serra da Estrela.

Uma situação financeira desafogada permitiu-lhe exercer a sua vocação filantrópica revelada nas inúmeras doações a instituições de caridade, de que são exemplo a entrega das receitas provenientes das entradas no Museu ao Asilo de São João e à Sociedade Portuguesa da Cruz Vermelha, assim como o legado ao Município de Lisboa (1924) de todo o acervo do Museu e da própria moradia que ainda o acolhe, na atualidade.

O interesse de Cruz Magalhães pela obra de Bordalo e pela sua divulgação estimulou a tertúlia bordaliana, impulsionou a realização de exposições temporárias temáticas, conduziu à reflexão sobre a obra e a figura de Bordalo, envolvendo amigos, particulares e familiares do artista, que contribuíram decisivamente para a implantação do Monumento a Rafael Bordalo Pinheiro no Jardim do Campo Grande (1921), para a concretização da atribuição da designação de Largo Rafael Bordalo Pinheiro ao antigo Largo da Abegoaria, onde o artista faleceu, bem como para o enriquecimento do espólio artístico e bibliográfico do Museu em resultado de importantes ofertas, legados e doações. Entre os amigos pessoais e de tertúlia ligados ao círculo bordaliano contam-se Sebastião de Magalhães Lima, jornalista panfletário republicano; José Malhoa, autor de diversos retratos do escritor; António Carneiro, também autor de um retrato do escritor; Francisco Valença, caricaturista e admirador da obra bordaliana; Luís Xavier da Costa, investigador, crítico de arte e ensaísta, bem como Manuel Gustavo e Helena, filhos de Rafael Bordalo Pinheiro e que enriqueceram o acervo do Museu com importantes doações.

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