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Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro

Histórias Desenhadas

24 de Setembro de 2020 a 28 de Fevereiro de 2021

No ano em que se comemoram os 100 anos da morte de Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro (1867 – 1920), o Museu Bordalo Pinheiro apresenta a exposição Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro | Histórias Desenhadas, que evoca o trabalho e obra do artista.

A mostra, que inaugura no próximo dia 24 de setembro e vai ocupar a Sala da Paródia, apresenta-se como uma retrospetiva da singular obra de Manuel Gustavo. Paralelamente, serão lançadas quatro exposições virtuais (via Google Arts & Culture) dedicadas à vida e obra do autor.

Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro foi desenhador humorista, ilustrador e ceramista. Autor de uma vasta obra gráfica, fez banda desenhada e destacou-se como pioneiro da ilustração infantil em Portugal.

Filho do célebre artista Rafael Bordalo Pinheiro e seu principal seguidor publicou pela primeira vez no jornal paterno O António Maria, em 1884, afirmando-se como desenhador nos Pontos nos ii (1885-1891) e n’A Paródia (1900-1907) onde realizou alguns dos seus melhores trabalhos gráficos.

Capa de Paródia-Comédia Portugueza (Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro, Janeiro de 1903).

Publicou nas revistas ilustradas d’O Século, Diário de Notícias e Commercio do Porto, entre outras. Desportista convicto, os seus desenhos espelham o gosto pelo ténis, a velocipedia e a esgrima, desportos que também praticou.
Criou o primeiro herói infantil português, que deu nome à revista O Gafanhoto, publicada em 1903 e 1910. Colaborou na Illustração Portugueza, entre 1913 e 1916, período pouco conhecido da sua obra gráfica.

Reconhecem-se diversas fontes de inspiração na sua obra, incluindo referências a autores estrangeiros e a jornais humorísticos europeus, bem como à gravura, pintura e cartazes publicitários, que adaptou à crítica política e social.

Em 1908, fundou a Fábrica Bordalo Pinheiro, herdeira da Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha, onde conciliou de forma inovadora a tradição naturalista das Caldas da Rainha e a Arte Nova e aplicou com originalidade elementos gráficos às suas peças de cerâmica, “desenhando” sobre o barro.

“Prato de relevo, papagaio,” para suspensão. Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro.

Viveu sob a égide de um legado familiar forte que marcou o seu empenho na continuidade da obra “bordaliana” e acompanhou a fundação do Museu Bordalo Pinheiro, em 1916, para o qual doou inúmeras peças da sua coleção pessoal.

Nasceu em Lisboa a 20 de junho de 1867, cidade onde viria a falecer a 8 de setembro de 1920. Neste ano em que se assinala o centenário da sua morte é justa e merecida a homenagem ao homem e ao artista, recordando os seus desenhos e as histórias que contam de outros tempos.

Investigação e textos Mariana Caldas de Almeida // Museu Bordalo Pinheiro

Inauguração
24 de setembro, às 18h30 // Entrada livre

Datas
24 de setembro de 2020 a 28 de fevereiro de 2021  

Horário
3ª feira a Domingo, das 10h00 às 18h00 

Informações
bilheteira@museubordalopinheiro.pt // T. 215 818 544/0

No centenário da morte da Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro, que se comemora em 2020, o Museu Bordalo Pinheiro lança um dossiê especial dedicado à vida e obra do artista, filho de Rafael Bordalo Pinheiro. Pode aqui encontrar livros, catálogos e ainda uma exposição virtual dedicada ao autor na recém lançada página do Museu no Google Arts & Culture.