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Voltar à página anterior. Exposição Temporária

EM BANHO, MARIA

Com David Lopes, Diogo da Cruz, Eduardo Freitas e Giulia Paz

28 de Outubro de 2026 a 31 de Janeiro de 2027

O Museu Bordalo Pinheiro tem o prazer de convidá-la/o para a abertura da exposição coletiva EM BANHO, MARIA, que acontece no dia 28 de outubro, a partir das 18h30.

A exposição reúne os trabalhos realizados por David Lopes, Diogo da Cruz, Eduardo Freitas e Giulia Paz durante a 6ª edição do programa de Residências Artísticas do Museu Bordalo Pinheiro.

Antes da abertura das portas da exposição, Eduardo Freitas apresentará ao público a performance Ingredigente.

A entrada na inauguração é livre. Esperamos por si!

Conheça aqui os projetos dos quatro artistas.

DAVID LOPES

David Lopes (Porto, 1993) é artista visual, investigador e professor universitário, doutorado em Artes Plásticas pela FBAUP. A sua prática cruza desenho, impressão, fotografia e instalação, explorando a memória, o território, os arquivos e a cultura material. Expõe regularmente desde 2015, tendo apresentado trabalho em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente no IPCNY (Nova Iorque) e na FIG Bilbao. Em 2021, recebeu o Prémio CIEC de Estampa Contemporânea.
https://david-lopes.persona.co/

Marıa, sem ponto no i (2026) parte das histórias orais da minha avó, Maria José Correia (1922–2022), desenhadas sobre fragmentos de pedra calcária que evocam a prática litográfica utilizada na impressão de periódicos do século XIX. Estas imagens reconfiguram a sua memória em diálogo com Maria da Paciência, personagem de Rafael Bordalo Pinheiro. O trabalho cruza a instalação artística com a narrativa ilustrada, aproximando as duas Marias numa temporalidade heterogénea, simultaneamente pessoal e coletiva, dando corpo à memória de uma mulher do povo, pobre, analfabeta e anónima.

DIOGO DA CRUZ

Diogo da Cruz é um artista que vive e trabalha entre Berlim e Lisboa. A sua prática abrange a criação de esculturas, instalações e filmes que exploram cenários parcialmente ficcionais enraizados em preocupações sócio-políticas, inspirando uma reflexão crítica
sobre sistemas estabelecidos de pensamento e poder. No cerne do seu trabalho está a água enquanto arquivo material, político e espiritual. Os oceanos e as paisagens submersas surgem como locais onde a memória e a resistência convergem.

Fora de Escala é uma série de esculturas em cerâmica e ferro, citando as formas das colónias filamentosas de diatomáceas, algas unicelulares microscópicas. Ampliadas até à escala do animal de jardim, em diálogo directo com a fauna cerâmica de exterior
concebida por Rafael Bordalo Pinheiro, o projecto desenvolveu-se em colaboração com a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e MARE. Após recolha e observação de amostras da costa atlântica, Diogo procura dar corpo, escala e presença pública a seres que normalmente vivem para lá do limiar da nossa perceção, lidos simultaneamente como observação científica e como fábula

EDUARDO FREITAS

Eduardo Freitas (Brasil, 1990) vive em Portugal desde 2017. Doutorando em Arte Contemporânea na Universidade de Coimbra, cruza a formação académica com o serviço na restauração e a migração. Investiga os atos de esculpir, cozinhar, comer e servir como práticas artísticas para abordar as ligações entre quotidiano e política, matéria e palavra, corpo e trabalho. Expõe desde 2012, com prémios e distinções na Bienal Jov’Arte e na XVII Bienal Internacional de Cerâmica Artística de Aveiro, entre outros.

Partindo da expressão popular “Maria vai com as outras”, Eduardo Freitas “toma” a bolacha Maria, presente à mesa portuguesa e brasileira, como matéria e imagem para um conjunto de esculturas cerâmicas construídas com trocadilhos. Entre o sagrado e o profano, a oferta e o consumo, a cara e a coroa, o projeto segue o percurso de um alimento nascido na monarquia que chegou à despensa do povo, refletindo com humor e sentido crítico sobre origem, identidade, nação e poder. Termina com a performance Ingredigente, receita para uma ação recheada de anacronismos e creme de manteiga entre as camadas históricas e sociais.

GIULIA PAZ

Giulia Paz (Porto Alegre, Brasil, 1999) é licenciada e mestranda em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. A sua prática cruza texto, têxtil, fotografia e instalação para explorar temas como linguagem, memória e pertencimento. A partir da relação entre corpo, território e palavra, busca questionar o sentimento de pertença. Participou na Bienal Internacional de Cerveira (2024), no XV Encontro de Artistas Novos (2025) e apresentou Entretempo, exposição individual em Lisboa (2025).

O projeto Dito e Feito parte do Álbum de Caricaturas (1876), de Rafael Bordalo Pinheiro, que ilustra expressões do quotidiano português, propondo uma reflexão contemporânea sobre o legado gráfico, crítico e popular do artista. Atualizando esse legado para 2026, Giulia Paz seleciona expressões do álbum original e outras contemporâneas, criando fotografias analógicas que as representam. As imagens dão origem a cartazes que combinam fotografia e texto, impressos e colados em Lisboa, nas zonas onde o artista viveu e nos arredores do Museu Bordalo Pinheiro, reativando essas expressões no espaço urbano.

 


Inauguração

28 de outubro de 2026, 18h30

Datas
De 29 de outubro de 2026 a 31 de janeiro de 2027

Horário
3ª feira a domingo, das 10h00 às 18h00 

Informações
bilheteira@museubordalopinheiro.pt